A Laramara, associação paulistana que atende pessoas com deficiência visual, completou 35 anos de trabalho em 2026, com mais de 13 mil famílias atendidas ao longo da sua história.
A história da Laramara
A instituição nasceu em 1991, criada pelo casal Mara e Victor Siaulys depois que a filha deles, Lara, recebeu o diagnóstico de retinopatia da prematuridade. Eles perceberam que faltavam serviços especializados, intervenção precoce e apoio à inclusão escolar e social, e decidiram ampliar o acesso ao atendimento. O nome junta os de mãe e filha: Lara e Mara. Para apoiar o desenvolvimento de Lara, Mara estudou Geografia e Pedagogia na USP.

O que é oferecido hoje
Com sede na Barra Funda, em São Paulo, a Laramara ocupa uma área de cerca de 8 mil metros quadrados, com tecnologia assistiva, auditório, brinquedoteca e piscina. Mais de 400 crianças, jovens, adultos e idosos participam todo mês dos programas gratuitos, que incluem orientação e mobilidade, atividades de vida autônoma, Braille, baixa visão, soroban, tecnologia, arte, cultura, preparação para o trabalho e apoio psicossocial. A equipe tem cerca de 110 colaboradores, entre eles profissionais com deficiência visual, além de voluntários.
Pioneira em Braille e bengalas no Brasil
A associação foi pioneira na fabricação de máquinas Braille e de bengalas longas no país, em parceria com empresas privadas e órgãos públicos. Também acompanha a inclusão escolar, fortalece os vínculos com as famílias e atua na defesa de direitos, participando de conselhos e comissões e promovendo ações de conscientização sobre acessibilidade.
Um aviso sobre a fonte
As informações vêm de um comunicado da própria Laramara, publicado pelo Observatório do 3º Setor, e por isso refletem a visão da instituição.
Por que importa
No Brasil, quem tem deficiência visual enfrenta barreiras na escola, no trabalho e na rua, e o atendimento especializado costuma ser escasso e concentrado nas grandes cidades. Histórias como a da Laramara mostram como a iniciativa de uma família pode virar serviço para milhares de pessoas. O JBN acompanha outras ideias que tornam o dia a dia mais acessível, como os mapas com textura criados por um professor de Pernambuco e um sistema sonoro para cegos no transporte público.
Fontes: comunicado da Laramara; notícia publicada originalmente pelo Observatório do 3º Setor em 25/10/2026.
Leia também:
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