• ter. out 27th, 2026
Inpe vai usar inteligência artificial contra o desmatamentoImagem ilustrativa. Foto: <a href="https://pixabay.com/photos/brazil-amazon-equatorial-forest-400278/" target="_blank" rel="noopener nofollow">rrubra / Pixabay</a> (Licença Pixabay)

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) vai usar inteligência artificial contra o desmatamento em todos os biomas brasileiros. O Fundo Amazônia aprovou R$ 147,6 milhões para o projeto SIM-Biomas, que promete alertas mais rápidos, mapas mais detalhados e indicadores para antecipar onde a floresta corre mais risco.

O que muda no monitoramento

Hoje o Inpe tem dois sistemas principais de satélite. O Prodes calcula a taxa oficial de desmatamento uma vez por ano. O Deter emite alertas quase diários para orientar a fiscalização, mas cobre só a Amazônia, o Cerrado e o Pantanal. Com o novo projeto:

  • a IA vai integrar os dois sistemas, e o Prodes passará a gerar dados ao longo do ano, não só no fechamento anual;
  • o Deter chegará à Caatinga, à Mata Atlântica e ao Pampa;
  • o mapa de áreas queimadas, que fora do Cerrado tem resolução de 1 km, passará a enxergar detalhes de 30 metros em todo o país;
  • novos indicadores vão apontar riscos de desmatamento e degradação no curto prazo.

Como vai funcionar

O apoio é não reembolsável, com prazo de 60 meses. A execução fica com a Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (Funcate), e o Inpe cuida da parte técnica. O Fundo Amazônia é gerido pelo BNDES e recebe doações internacionais para proteger a floresta.

Segundo o BNDES, o dinheiro também vai ampliar a capacidade dos computadores do Inpe para guardar e processar imagens de satélite, financiar sobrevoos na Amazônia para medir gases de efeito estufa no ar e criar uma nova versão da plataforma pública TerraBrasilis, onde qualquer pessoa pode consultar os dados.

Por que importa

Quanto antes um desmatamento é detectado, maior a chance de impedir que ele avance. O Brasil é referência mundial em monitoramento de florestas por satélite, e o Inpe faz isso há mais de três décadas. Levar alertas rápidos a biomas que hoje ficam de fora, como a Caatinga e o Pampa, ajuda a proteger regiões que recebem menos atenção. E prever riscos permite agir antes da derrubada, e não só depois. O anúncio veio no mesmo dia em que o Inpe divulgou as menores taxas de desmatamento já medidas na Amazônia e no Cerrado.

Fontes: Inpe; detalhes do projeto divulgados pela Agência BNDES de Notícias e reproduzidos pelo Portal Amazônia; notícia publicada originalmente pelo g1.

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