• qui. out 29th, 2026

Bactérias do intestino ligadas ao ritmo do envelhecimento

Bactérias do intestino ligadas ao ritmo do envelhecimento

Pesquisadores da Universidade do Havaí em Mānoa encontraram uma ligação entre as bactérias do intestino e o envelhecimento do corpo. No estudo, as diferenças no microbioma explicaram cerca de 15% da variação na velocidade do envelhecimento biológico. É uma associação, e não prova de causa e efeito.

O que o estudo observou

O trabalho foi publicado em 14 de julho de 2026 na revista Scientific Reports. Os cientistas analisaram amostras de fezes e de sangue de 123 adultos de várias idades, incluindo havaianos nativos e habitantes das ilhas do Pacífico. Das fezes veio o retrato das bactérias do intestino; do sangue, marcadores moleculares que indicam o quão rápido cada pessoa envelhece por dentro.

O que é envelhecimento biológico

Idade biológica não é a mesma coisa que idade no documento. O estudo usou o DunedinPACE, um marcador do ritmo do envelhecimento medido no sangue. Segundo a universidade, a relação com o microbioma se manteve mesmo depois de considerar a idade cronológica das pessoas.

Quais bactérias apareceram

A Bifidobacterium adolescentis esteve entre as assinaturas mais fortemente associadas a um envelhecimento mais lento. Já a Succinivibrio dextrinosolvens esteve entre as ligadas a um envelhecimento mais acelerado.

“Este estudo amplia nossa compreensão da relação entre o microbioma intestinal e o envelhecimento biológico”, disse Alika K. Maunakea, professor da Escola de Medicina John A. Burns, da universidade, e autor sênior do trabalho.

O que ainda não se sabe

Como o estudo é de associação, os autores afirmam que ainda é preciso testar se mudar o microbioma altera de fato o envelhecimento. Por enquanto, não há receita nem tratamento: a pesquisa aponta um caminho para investigar.

Por que importa

Com a população brasileira envelhecendo, entender o que faz o corpo envelhecer mais devagar interessa a quem quer chegar bem a idades mais avançadas. O JBN já mostrou outras pistas desse quebra-cabeça, como o efeito dos exercícios para idosos sobre a fragilidade e a pesquisa sobre cortar calorias para retardar o envelhecimento. O microbioma entra agora como mais uma peça, ainda em estudo.

Fontes: estudo na Scientific Reports; comunicado da Universidade do Havaí em Mānoa; notícia publicada originalmente pelo ScienceDaily.

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