• qui. out 29th, 2026
Técnica de chips pode encolher baterias de carros elétricosImagem ilustrativa. Foto: <a href="https://pixabay.com/photos/battery-energy-electricity-4800010/" target="_blank" rel="noopener nofollow">fotoblend / Pixabay</a> (Licença Pixabay)

Pesquisadores da Coreia do Sul usaram técnicas de fabricação de chips de computador para atacar um dos maiores problemas da bateria de carro elétrico do futuro: a formação de pequenas agulhas de lítio que estragam a bateria. Se o método avançar, abre caminho para baterias menores, mais leves e com mais energia no mesmo espaço.

O problema das baterias sem ânodo

As chamadas baterias “anode-free”, ou sem ânodo de grafite, guardam mais energia no mesmo volume, mas duram pouco. A cada carga e descarga, o lítio se deposita de forma irregular e cria estruturas em forma de agulha, os dendritos, enquanto a camada protetora fica instável. As soluções anteriores, como colocar lítio extra ou usar revestimentos mais grossos, deixavam a bateria mais pesada e anulavam a vantagem.

O que a equipe do KAIST fez

O grupo dos professores Jinwoo Lee e Hee-Tae Jung, do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia (KAIST), criou um padrão de microtubos na folha de cobre onde o lítio se deposita, com cerca de 300 nanômetros de diâmetro e 150 de altura. Esse desenho oferece uma área para o lítio cerca de quatro vezes maior que a de uma folha lisa. Para fazê-lo, os cientistas adaptaram uma técnica usada na fabricação de semicondutores.

Uma camada de 10 nanômetros

Sobre o cobre, a equipe aplicou ainda uma película de cerca de 10 nanômetros de MXene, um material bidimensional. Ela ajuda a formar uma camada protetora rica em fluoreto de lítio, mais estável. Segundo Lee, o estudo mostra que técnicas de fabricação ultrafina da indústria de semicondutores podem criar pontos uniformes para o lítio se depositar e uma camada protetora estável, “sem alterar a formulação do eletrólito nem adicionar lítio em excesso”.

O que ainda falta

O trabalho foi publicado na revista Advanced Functional Materials e é pesquisa de laboratório. O texto divulgado não informa quanto a bateria durou, nem quanta energia armazenou ou a autonomia de um carro, e não há previsão de produção comercial. Os autores dizem que a descoberta pode acelerar o desenvolvimento dessas baterias.

Por que importa

A bateria é a peça mais cara e pesada de um carro elétrico, e avanços em durabilidade e tamanho podem ajudar a baratear esses veículos. Um tema que já mostramos: mesmo considerando as baterias, os carros elétricos poluem muito menos. Por enquanto, a novidade é um passo de bancada, mas mostra caminhos em que a indústria de chips ajuda a energia do futuro.

Fontes: artigo na Advanced Functional Materials; comunicado do KAIST; notícia publicada originalmente pelo ScienceDaily (28/10/2026).

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