Pesquisadores da Universidade do Havaí em Mānoa encontraram uma ligação entre as bactérias do intestino e o envelhecimento do corpo. No estudo, as diferenças no microbioma explicaram cerca de 15% da variação na velocidade do envelhecimento biológico. É uma associação, e não prova de causa e efeito.
O que o estudo observou
O trabalho foi publicado em 14 de julho de 2026 na revista Scientific Reports. Os cientistas analisaram amostras de fezes e de sangue de 123 adultos de várias idades, incluindo havaianos nativos e habitantes das ilhas do Pacífico. Das fezes veio o retrato das bactérias do intestino; do sangue, marcadores moleculares que indicam o quão rápido cada pessoa envelhece por dentro.
O que é envelhecimento biológico
Idade biológica não é a mesma coisa que idade no documento. O estudo usou o DunedinPACE, um marcador do ritmo do envelhecimento medido no sangue. Segundo a universidade, a relação com o microbioma se manteve mesmo depois de considerar a idade cronológica das pessoas.
Quais bactérias apareceram
A Bifidobacterium adolescentis esteve entre as assinaturas mais fortemente associadas a um envelhecimento mais lento. Já a Succinivibrio dextrinosolvens esteve entre as ligadas a um envelhecimento mais acelerado.
“Este estudo amplia nossa compreensão da relação entre o microbioma intestinal e o envelhecimento biológico”, disse Alika K. Maunakea, professor da Escola de Medicina John A. Burns, da universidade, e autor sênior do trabalho.
O que ainda não se sabe
Como o estudo é de associação, os autores afirmam que ainda é preciso testar se mudar o microbioma altera de fato o envelhecimento. Por enquanto, não há receita nem tratamento: a pesquisa aponta um caminho para investigar.
Por que importa
Com a população brasileira envelhecendo, entender o que faz o corpo envelhecer mais devagar interessa a quem quer chegar bem a idades mais avançadas. O JBN já mostrou outras pistas desse quebra-cabeça, como o efeito dos exercícios para idosos sobre a fragilidade e a pesquisa sobre cortar calorias para retardar o envelhecimento. O microbioma entra agora como mais uma peça, ainda em estudo.
Fontes: estudo na Scientific Reports; comunicado da Universidade do Havaí em Mānoa; notícia publicada originalmente pelo ScienceDaily.
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