O Brasil tem agora 1.510 cientistas entre os mais influentes do mundo, segundo a nova edição da lista da Universidade Stanford com a editora Elsevier, divulgada em 7 de outubro. São 49 nomes a mais que no ano passado, quando o país tinha 1.461 pesquisadores no ranking, uma alta de cerca de 3,4%.
Como funciona a lista de cientistas mais influentes
O levantamento é coordenado pelo pesquisador John Ioannidis, de Stanford, e usa a base de dados Scopus, da Elsevier. Os perfis foram capturados em 1º de agosto de 2026, e a lista anual considera as citações recebidas em 2025. Ou seja: mede quantas vezes outros cientistas usaram e mencionaram aqueles trabalhos.
A classificação não olha só a quantidade de citações. Ela usa um indicador composto, o c-score, que leva em conta o padrão de coautoria e a posição do pesquisador no artigo (autor único, primeiro ou último autor). Entram os 100 mil cientistas com maiores pontuações no mundo ou quem está entre os 2% melhores da sua subárea, dentro de 20 grandes áreas e 174 subáreas do conhecimento.
Duas listas, dois olhares
Existem duas tabelas. A anual mostra o impacto recente, só com as citações de 2025, e é nela que estão os 1.510 brasileiros. A outra mede a carreira inteira: nessa, o Brasil aparece com 1.304 nomes.

Quem são os cientistas brasileiros da lista
A Universidade de São Paulo lidera com folga: são 284 pesquisadores na lista anual, quase 19% do total do país. Depois vêm Unicamp (105), Unesp (87), UFMG (64), UFRGS (63) e UFRJ (63). Fiocruz e Unifesp aparecem com 35 nomes cada.
Só as três universidades estaduais paulistas somam 476 cientistas, quase um terço dos brasileiros do ranking. Na USP, a área com mais representantes é a Medicina Clínica, com 129 pesquisadores, seguida de Biologia, Química e Agricultura.
Por que importa
Ser citado é sinal de que a pesquisa está sendo lida e usada por colegas do mundo todo para avançar o conhecimento. Ver o número de brasileiros crescer mostra que a ciência feita aqui, em universidades públicas e institutos espalhados pelo país, tem peso global. Rankings de citação não contam tudo, já que não medem, por exemplo, a formação de novos pesquisadores ou o impacto em políticas públicas. Mas são um bom termômetro de que laboratórios brasileiros estão produzindo trabalhos que o mundo quer ler.
Fontes: Jornal da USP; base de dados Updated science-wide author databases of standardized citation indicators (Elsevier Data Repository); notícia publicada originalmente pela Folha de S.Paulo.
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Imagem: laboratório da USP. Foto: Cecília Bastos/USP Imagens (divulgação).
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