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USP cria plástico 100% biodegradável com resíduos da agroindústria

ago 28, 2019
Xícara de café sobre grãos de café – Jornal de Boas Notícias

Uma equipe multidisciplinar de pesquisadores da Universidade de São
Paulo (USP) em Ribeirão Preto (SP) desenvolveu um tipo de plástico 100%
biodegradável e economicamente competitivo em relação ao plástico comum.

Na busca por um produto sustentável, que substituísse o polímero
sintético, os pesquisadores fizeram diversos testes em resíduos
agroindustriais que resultaram num produto com qualidades técnicas e
econômicas promissoras, além de amigáveis ao meio ambiente.

A novidade veio direto dos laboratórios do Departamento de Química da
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da
USP. A química Bianca Chieregato Maniglia e sua equipe desenvolveram
filmes plásticos biodegradáveis a partir de matrizes de amido presentes
em resíduos agroindustriais de cúrcuma, babaçu e urucum.

É importante frisar de onde veio essa inovação: descartes da
agroindústria, altamente poluidora. A reciclagem desses resíduos e sua
consequente transformação em produtos biodegradáveis, produzidos com
fontes renováveis que não se esgotam (como o petróleo), é um grande
avanço nas soluções que combatem o descarte desenfreado de lixo
plástico.

Bianca lembra também que a matéria-prima para a produção do seu
produto é barata e que não compete com o mercado alimentício. Além
disso, “contém em sua fórmula compostos antioxidantes, interessantes no
desenvolvimento das chamadas embalagens ativas (que interage com o
produto que envolve, sendo capaz de melhorar a qualidade e segurança
para acondicionamento de frutas e legumes frescos)”.

No entanto, os pesquisadores acreditam que a invenção demande mais
estudos e testes antes de ser liberada para comercialização em massa.

A ideia é que o plástico 100% biodegradável seja uma alternativa
direta ao comum, e que chegue para brigar pela hegemonia desse nicho,
uma vez que ele será tão barato quanto o polímero sintético advindo do
petróleo – que leva até 500 anos para desaparecer da natureza (em
contraste com o bioplástico, que leva, no máximo, 120 dias, de acordo
com a USP).

Fonte: Jornal USP e The Greenest Post

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