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Estudantes do DF criam ‘micro-ondas ao contrário’ capaz de gelar bebidas em até um minuto

jul 26, 2019

Alunas
de escola pública do Gama foram premiadas em feira nacional e
selecionadas para Mostra Latino-Americana, no Peru. ‘Projeto tem
potencial de mercado’, diz professora.

Três adolescentes do Distrito Federal, alunas de uma escola pública da
região do Gama, começaram a desenvolver um produto capaz de refrigerar
uma lata de bebida em até 1 minuto. A invenção foi chamada de
“micro-ondas ao contrário”, ou ColdStorm.

Adrielle Dantas, Gabrielly Vilaça e Raffaella Gomes estudam no Centro
de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional (CEMI) e iniciaram o
projeto em 2017. Para fazer o protótipo, elas usaram lixo eletrônico

Coolers de computadores (que servem para evitar que os processadores
superaqueçam) e pastilhas Peltier (que são coolers termoelétricos para
aquecer e esfriar objetos) são a base da invenção.

No ano passado, as meninas participaram do Circuito de Ciências das Escolas Públicas do Distrito Federal e da exposição de ciências da escola e foram classificadas para levar o “micro-ondas ao contrário” para a Exposição de Ciências, Engenharia, Tecnologia e Educação (EXPOCETI), em Pernambuco.

Durante a EXPOCETI – que aconteceu entre 24 e 30 de junho – o projeto desenvolvido por elas recebeu várias premiações. Adrielle, Gabrielly e Raffaella ganharam o primeiro lugar na área de engenharia e receberam certificado de destaque da Faculdade Imaculada Conceição de Recife e da World International Fairs Association (WIFA).

Além disso, as estudantes voltaram para casa com uma carta de
credenciamento para a Muestra Cientifica Latino-americana (MCL), em
Trujillo, no Peru. O encontro vai ocorrer entre os dias 9 e 15 de
setembro.

Chances de mercado

Equipe do projeto ColdStorm que criou ‘micro-ondas ao contrário’ — Foto: Gabrielly Vilaça

Para participar da mostra no Peru, o trio precisa finalizar o
ColdStorm. No entanto, uma das desenvolvedoras do projeto, Gabrielly
Vilaça, disse que o grupo ainda não tem dinheiro para o protótipo e para
arcar com os custos da viagem.

“Após a EXPOCETI, surgiram várias ideias para melhoria baseadas em
sugestões de avaliadores”, diz a estudante. Para pôr em prática as
recomendações, elas criaram uma vaquinha online.

“Estamos focadas em duas coisas: reconstrução e melhoria do protótipo e arrecadação de fundos para pagar a viagem ao Peru.”

Para a professora do CEMI, Maria Zilma Conceição de Araújo, que
acompanha a criação do “micro-ondas ao contrário”, a invenção das
estudantes tem futuro.

“Comercialmente
falando, acredito que o ColdStorm tem potencial de mercado.
Principalmente por conta da economia energética que é a proposta final
do projeto.”

De acordo com Maria Zilma, as estudantes têm combinação perfeita de perfis. “As meninas são curiosas, estudiosas e estão cientes dos desafios que tem que enfrentar”, afirma.

Fonte: G1

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