Além
de frete gratuito, serviço da gigante de comércio eletrônico inclui
catálogo de filmes e seriados do Prime Vídeo, livros digitais, revistas e
músicas.
A Amazon lança nesta terça-feira (10) no Brasil o Prime, seu serviço de
assinatura de produtos de entretenimento e compras, que tem mais de 100
milhões de clientes em 18 países.
Com frete gratuito ilimitado para todo o país e prazo de entrega máximo
de 48 horas em mais de 90 municípios, o maior portal de comércio
eletrônico do mundo também lança mão de um cardápio de mais de 500 mil
produtos e oferta de livros digitais e revistas grátis para enfrentar
rivais locais estabelecidos, que incluem Netflix, Magazine Luiza e
Mercado Livre.
Além do frete grátis, o pacote de R$ 9,90 por mês ou de R$ 89 por ano
inclui produtos do Prime Vídeo, com milhares de filmes e seriados; o
Prime Music, com um catálogo de mais de dois milhões de músicas; o Prime
Reading, que inclui revistas da editora Abril e centenas de livros
digitais; e o Twitch Prime, de games.
Embora o catálogo represente uma pequena fração das dezenas de milhões
de itens do serviço nos Estados Unidos e em outros países onde já opera
há mais tempo, o lançamento no Brasil representa o maior lançamento
inicial do Amazon Prime desde sua criação, em 2005.
A iniciativa desponta como o movimento mais incisivo da gigante norte-americana desde que chegou ao país desde 2012, inicialmente com a venda de livros e nos últimos dois anos ampliando abrindo gradualmente a plataforma para venda de eletrônicos, roupas e itens esportivos.
A oferta de frete grátis e entrega em até dois dias em 90 cidades
revela uma aposta agressiva da Amazon em um mercado onde, diferente de
países como Alemanha e Reino Unido, Índia e Japão, deve enfrentar
concorrência acirrada de rivais estabelecidos.
E o anúncio da estreia do Prime acontece na esteira de um prolongado
período de especulações sobre quando e com que força a varejista
passaria a operar no Brasil, especialmente após ter iniciado em janeiro
as vendas diretas de 11 categorias de produtos a partir do seu centro de
distribuição em Cajamar (SP).
“Fomos tão rápidos quanto possível e tão devagar quanto necessário”,
disse à Reuters o vice-presidente internacional de Amazon Prime da
companhia, Jamil Ghani.
Profissionais vinham apontando a infraestrutura logística e aspectos
tributários locais como alguns dos maiores desafios que a Amazon teve
que superar antes de deslanchar uma oferta mais completa de produtos e
serviços no Brasil.
Na expectativa da ofensiva da Amazon, rivais locais como Magazine
Luiza, B2W, Via Varejo e até o Mercado Livre têm ampliado investimentos
em tecnologia e logística para fazer ofertas de prazos cada vez mais
reduzidos de entregas.
Ações de varejistas com forte presença no comércio eletrônico recuavam forte na Bovespa nesta terça-feira. Por volta de 10h30, B2W cedia 4,6%, Via Varejo perdia 4,4% e Magazine Luiza recuava 3,7%, liderando as perdas do Ibovespa, que cedia 0,05%.
O presidente da Amazon no Brasil, Alex Szapiro, minimizou o foco na
concorrência, preferindo enfatizar a atenção da companhia em desenvolver
um pacote adequado à demanda dos consumidores locais.
“Nosso foco é o cliente, o Brasil tem 210 milhões de pessoas e acho que todos eles podem ser nossos clientes”, afirmou Szapiro.
Fonte: G1
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