Muitos estudantes brasileiros navegam na internet, mas poucos têm contato com robótica e programação na escola. O Projeto Engenhoka, do Instituto Burburinho Cultural, tenta diminuir essa distância levando oficinas gratuitas de arte, ciência e tecnologia a escolas públicas.
O que é o Engenhoka e como funciona
O programa une artes visuais, cultura maker (a prática de criar e consertar com as próprias mãos), ciência e tecnologia. As oficinas são gratuitas e voltadas a estudantes a partir de 10 anos. Eles trabalham com arte cinética, escultura e modelagem, criação de personagens e robôs, videoarte, experimentos com materiais eletrônicos e instalações artísticas.
Um estúdio que fica na escola
Ao fim do projeto, cada escola mantém um estúdio maker, com materiais para continuar as atividades. Nas três edições realizadas, segundo o instituto, foram mais de 1.400 estudantes e 22 estúdios em 14 cidades. A edição de 2026 tem meta de 420 estudantes em sete escolas de Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Bahia.
A distância entre estar online e aprender tecnologia
O release cita que 92% dos brasileiros de 9 a 17 anos usam a internet (TIC Kids Online Brasil 2025), mas só 29,7% das escolas públicas têm laboratório de informática (Anuário Todos Pela Educação) e apenas 13% das instituições públicas oferecem aulas de robótica e programação (Instituto Locomotiva). Para Priscila Seixas, presidente do instituto, “a tecnologia atravessa todas as dimensões da vida contemporânea”, e a escola deve formar estudantes que se vejam como capazes de inventar, e não só de consumir tecnologia.
Um exemplo é Sofia Roque, de 12 anos, que teve sua primeira aula de robótica pelo projeto, no Morro da Providência, no Rio de Janeiro. A mãe, Cíntia Raquel Roque da Silva, disse que nunca imaginou que a filha teria contato com uma impressora 3D.
Por que importa
Letramento tecnológico não é só saber usar o celular: é entender como as coisas funcionam e ser capaz de criar. Iniciativas assim ampliam o acesso de quem mais precisa e podem revelar talentos, como o do paraibano de 9 anos que ganhou ouro em olimpíada de robótica. Os números do alcance são informados pelo próprio instituto.
Fontes: Instituto Burburinho Cultural (organizador do projeto); notícia publicada originalmente pelo Observatório do 3º Setor (26/10/2026), que reproduz release do instituto.
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