O Mel de Capanema, produzido no sudoeste do Paraná, ganhou o registro de Indicação Geográfica (IG) na modalidade Denominação de Origem. O selo foi concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e reconhece que a qualidade desse mel está ligada ao lugar onde ele nasce: a Mata Atlântica do Parque Nacional do Iguaçu.
O que a Denominação de Origem do Mel de Capanema significa
Há dois tipos de Indicação Geográfica no Brasil. A Indicação de Procedência reconhece um lugar famoso por um produto. Já a Denominação de Origem, mais exigente, comprova que as características do produto vêm de fatores naturais e humanos daquela região. No caso de Capanema, o diferencial está no trabalho das abelhas com a flora nativa preservada no parque, na fronteira com a Argentina. Uma pesquisa feita para o pedido levantou aspectos ligados ao clima, ao solo e às técnicas de produção.
Quem produz o mel
O pedido foi feito pela Associação de Apicultores de Capanema e Região (Apic), que reúne apicultores e meliponicultores, criadores de abelhas sem ferrão, de Capanema, Planalto, Realeza e Foz do Iguaçu. A atividade tem mais de 50 anos, é de base familiar e soma cerca de 5 mil colmeias, com produção de 60 toneladas de mel por ano. O mel abastece a região e o entorno do parque e já é vendido para São Paulo e para o Rio Grande do Sul.

Um município de selos
Esse é o segundo reconhecimento de Capanema: em 2019, o melado batido e escorrido da cidade recebeu uma Indicação de Procedência. Os produtores de mel também registraram, em 2021, a marca coletiva “Parque Iguassu”. O Sebrae apoiou o processo com capacitação e consultoria. “O reconhecimento da Denominação de Origem valida o padrão técnico e a identidade do Mel de Capanema”, afirma Hulda Giesbrecht, coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae Nacional.
Por que importa
Um selo de origem ajuda o pequeno produtor a vender melhor, porque garante ao consumidor que aquele mel é mesmo da região e segue um padrão. E há um ganho ambiental: o valor do mel depende da floresta em pé e das abelhas, o que dá mais um motivo para proteger a Mata Atlântica do Iguaçu. Os parceiros esperam que o reconhecimento atraia novos associados, e o setor de turismo do estado vê no selo uma oportunidade para a região.
Fontes: Agência Sebrae de Notícias; Canal Rural
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