• qua. out 28th, 2026
PSA Araucária paga até R$ 36 mil a quem preservar araucáriasImagem ilustrativa. Foto: <a href="https://pixabay.com/photos/araucarias-fields-jordan-2698442/" target="_blank" rel="noopener nofollow">RePires / Pixabay</a> (Licença Pixabay)

Produtores rurais de seis cidades paulistas podem receber até R$ 36 mil para cuidar de araucárias. A segunda edição do PSA Araucária, programa de pagamento por serviços ambientais da Fundação Florestal, vai distribuir mais de R$ 835 mil, e as inscrições vão até 30 de novembro.

Quem pode participar do PSA Araucária

O edital é voltado a agricultores familiares e pequenos produtores de Campos do Jordão, Santo Antônio do Pinhal, São Bento do Sapucaí, São Luiz do Paraitinga, Bom Sucesso de Itararé e Itararé. O imóvel precisa estar dentro ou no entorno de áreas protegidas, como a APA Sapucaí-Mirim, os parques estaduais de Campos do Jordão, o Monumento Natural da Pedra do Baú, a Estação Experimental de Itararé e o Núcleo Santa Virgínia do Parque Estadual da Serra do Mar.

Têm prioridade quem tem o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF), propriedades menores, imóveis liderados por mulheres ou por jovens de 18 a 29 anos e famílias com histórico de coleta de pinhão.

Pinhões, sementes da araucária, sobre a grama
Imagem ilustrativa. Foto: eltonsipp / Pixabay

Como se inscrever

É preciso enviar documento de identidade, o Cadastro Ambiental Rural (CAR), um comprovante de posse ou propriedade e o formulário de manifestação de interesse. A inscrição é feita pelo e-mail [email protected] ou de forma presencial, com agendamento, na coordenação do programa, na capital paulista. O resultado preliminar sai até 14 de dezembro, e os contratos devem ser assinados até fevereiro de 2027.

O que o produtor faz para receber

A parte principal paga até R$ 30 mil, em cinco parcelas, para conservar araucárias adultas, plantar mudas, recuperar áreas de preservação perto de rios e nascentes e montar pomares da espécie. Os participantes também fazem capacitações anuais e registram a coleta de pinhão. Outros R$ 6 mil podem financiar saneamento rural, boas práticas agrícolas, plantio de outras nativas da Mata Atlântica, mutirões e educação ambiental.

A primeira edição foi em Cunha, cidade que responde por mais de 95% da coleta de pinhão do estado. Lá, cerca de 50 famílias e duas organizações entraram no programa, com a meta de proteger ou plantar mais de 5 mil araucárias.

Por que importa

A araucária, árvore-símbolo do Sul e das serras do Sudeste, está criticamente ameaçada segundo a IUCN, e a floresta onde ela vive guarda só uma pequena fração da área original. Pagar a quem conserva transforma a árvore em renda e não em obstáculo. E o pinhão, tão presente nas festas de inverno, depende de araucárias em pé para continuar chegando à mesa.

Fontes: Edital de Chamamento FF 060/2026, Diário Oficial do Estado de São Paulo; CBN Vale; notícia publicada originalmente pelo CicloVivo

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