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Nova onça-pintada, a Estrela, aparece no Parque do Iguaçu

Nova onça-pintada, a Estrela, aparece no Parque do IguaçuImagem ilustrativa. Foto: <a href="https://pixabay.com/photos/jaguar-panther-loneliness-nature-4743862/" target="_blank" rel="noopener nofollow">tiagocg_ / Pixabay</a> (Licença Pixabay)

Uma nova onça-pintada apareceu nas câmeras do Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu (PR). O animal adulto ganhou o nome de Mbyja, palavra guarani que significa “estrela”, e o registro foi divulgado pelo Projeto Onças do Iguaçu nesta segunda-feira (26).

Como a onça-pintada Estrela foi descoberta

O flagrante veio das armadilhas fotográficas, câmeras automáticas instaladas em pontos estratégicos da floresta. Elas disparam sozinhas quando um animal passa, sem que ninguém precise chegar perto. A equipe ainda não sabe se Estrela é macho ou fêmea, e também não dá para afirmar que ela acabou de chegar: pode ser que viva na região há algum tempo sem ter passado diante de uma câmera.

As pintas funcionam como impressão digital

Cada onça-pintada tem um desenho de manchas único no corpo, como uma impressão digital. É comparando essas pintas com as imagens do banco de dados do projeto que os pesquisadores sabem quando um indivíduo é novo e acompanham cada animal ao longo dos anos.

Vista panorâmica das Cataratas do Iguaçu cercadas pela floresta
Imagem ilustrativa. Foto: falco / Pixabay

Uma população que voltou a crescer

A notícia é celebrada porque a onça quase desapareceu do parque. Em 2009, havia de 9 a 11 animais estimados no lado brasileiro. Segundo o censo binacional de 2024, divulgado pelo projeto, já são cerca de 23 no lado brasileiro e 84 em todo o Corredor Verde, conjunto de áreas protegidas que une o Brasil e a Argentina.

O Projeto Onças do Iguaçu faz pesquisa, monitoramento e ações para reduzir conflitos entre as onças e os moradores do entorno do parque.

Por que importa

A onça-pintada é o maior felino das Américas e continua criticamente ameaçada na Mata Atlântica, bioma que perdeu a maior parte da sua floresta. Cada novo indivíduo registrado é sinal de que o trabalho de proteção do parque, somado à cooperação com os vizinhos argentinos, está dando resultado. Como predador do topo da cadeia, a onça ajuda a manter o equilíbrio de toda a floresta: onde ela vive bem, há caça, água e mata em boas condições.

Fontes: Projeto Onças do Iguaçu; CNN Brasil; Clickfoz; eCycle/WWF-Brasil (dados de 2009)

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